Raimunda Estevão da Silva é a Mãe Nova-limense 2016

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08/06/2016 às 20:21  | última atualização em 05/07/2021 às 16:47

Foto: Rodrigo Silva 

D. Raimunda Estevão da Silva, de 75 anos, foi eleita na última sexta-feira, dia 3, a mãe exemplo da cidade no concurso Mãe Nova-limense promovido pela Prefeitura.

O evento busca valorizar histórias de mulheres guerreiras que dedicaram grande parte de suas vidas às comunidades que representam.

Forte e guerreira, D. Raimunda, de 75 anos, é moradora do bairro Monte Castelo, mãe de 11 filhos e avó de 13 netos.

Ela veio de um vilarejo simples e desde criança já trabalhava. Ainda jovem, perdeu o pai.

Mudou-se para Nova Lima há 46 anos, em busca de uma vida melhor para sua família e como sonho de adquirir uma casa própria.

Seu marido conseguiu emprego na antiga mineração Morro Velho. Ela cuidava da casa, dos filhos e lavava roupas para ajudar nas despesas da casa. E ainda encontrava tempo para ajudar o próximo.

Dedicou grande parte de sua vida nos serviços à comunidade.

Foi festeira em vários bairros e tinha orgulho de fazer parte do coral “Lírio da Núbia” da igreja de Santa Efigênia.

Foi uma das fundadoras da conferência São Cristovão, batalhou para conseguir o terreno para a sociedade São Vicente de Paula, onde hoje é a igreja de Santa Luzia.

Como presidente da conferência São Cristovão desempenhou um trabalho significativo prestando assistência material e espiritual para pessoas carentes.

Dentre as obras sociais, realizou por vários anos a campanha do quilo, a fim de arrecadar alimentos para os mais necessitados. É participante assídua do grupo de terço e apostolado da oração. 

Enfrentou juntamente com o marido, a tão temida doença de silicose, vindo a ficar viúva. 

Hoje luta contra a diabetes, o que desencadeou uma forte depressão e feridas nas pernas, deixando-a debilitada por oito meses. Enfrenta ainda pesadas sessões de hemodiálise. 

Hoje, mesmo não participando tão ativamente das ações em sua comunidade devido à saúde frágil e a pouca visão, colabora com todos os eventos e movimentos sociais da sua comunidade. 

Hoje, aos 75 anos, esta mulher guerreira nunca desistiu nem perdeu a fé. Está sempre de braços abertos e um sorriso espontâneo a todos que dela se aproxima.

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